17/02/2011

Último artigo

Diz um ditado oriental que para se ganhar "conhecimento" é necessário adicionar coisas novas todos os dias, mas para se ganhar "sabedoria" deve-se eliminar coisas todos os dias.
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Durante alguns anos, mantive dois endereços na web, este blog(www.ildomeyer@blogspot.com) e meu site (http://www.ildomeyer.com.br/).
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Aproveitando os ensinamentos de Lao-Tsé e ao mesmo tempo os novos recursos da tecnologia, a partir de hoje, os dois endereços estão unificados em um único site.
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Mais moderno, com novo visual, direcionado para temas como qualidade de vida, ética, medicina e comportamento, este novo site facilitará as buscas dos leitores assim como expandirá os horizontes de meus artigos.
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Aguardo sua visita em http://www.ildomeyer.com.br/
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Um abraço

Médicos na contramão

Uma das estratégias mais utilizadas em marketing de vendas é a indução da necessidade e do desejo para o futuro cliente. O primeiro passo é desenvolver uma campanha publicitária para demonstrar, por exemplo, que seu carro atual está ultrapassado, seu computador desatualizado, o guarda-roupa fora da moda, o corpo fora de forma, o lazer não tem graça etc., resumindo, sua vida não está nada boa. O passo seguinte é demonstrar que tudo pode melhorar, basta que você tenha dinheiro ou crédito para comprar.

Você resiste, resiste, resiste, mas um triste dia sua autoestima vai lá para baixo, uma vontade de chorar, sumir, desaparecer, romper com tudo. De repente, não se sabe como, provavelmente sob efeito das mensagens publicitárias explicitas ou subliminares, você é empurrado para as compras. Às vezes nem é preciso tanto sofrimento, está tudo muito bem na sua vida, mas quando você se dá conta, está entrando em um shopping e sucumbindo aos apelos do consumo.

Uma vez lá dentro, as preocupações passam a ser outras: comprar o biquini azul ou rosa, carro com cambio manual ou automático, aceitam cheque ou cartão. Na medida em que os desejos ou necessidades vão sendo supridos, a tristeza, a infelicidade, a angústia costumam ir embora. O efeito é paliativo porque daqui a pouco você será bombardeado por novas informações que mostrarão um acessório desenvolvido para potencializar a imagem, o som, a cor, a forma, o gosto, o prazer daquilo que você recém comprou. Acumula-se no subconsciente a mensagem de que ainda é possível melhorar, e assim segue a vida. Fabricantes e vendedores estimulando o desejo para que depois clientes realizem a compra. Resultado final: aumento das vendas e lucro das empresas.

Com a saúde não funciona assim. Médicos não estimulam comportamentos nocivos à saúde para que as pessoas adoeçam e sejam seus pacientes. Imagine como seriam as campanhas: “Fumar um cigarro após as refeições traz uma sensação de bem estar”, “Andar de moto sem capacete lhe reforça a sensação de liberdade”, “Preservativos tiram o prazer da relação sexual”, “Permaneça o dia inteiro no sol e deixe suas amigas morrendo de inveja”.

Médicos atuam na contramão desta estratégia. Ainda que saibam que a maioria dos pacientes só os procura em caso de doença, o trabalho realizado sempre é no sentido de promover a saúde, mesmo que isto lhes esvazie os consultórios e traga possíveis danos financeiros. A visão empresarial fica em segundo ou terceiro plano, a prioridade é o paciente. Mais exemplos?

Atender gestantes em trabalho de parto que nunca realizaram acompanhamento pré-natal é mais ou menos como vender um produto para alguém que não tem como pagar. As chances de complicação são grandes, mas o médico não se importa, vai lá e faz o parto, assumindo todos os riscos de atender uma gestação mal cuidada. Primeiro a vida, depois o resto.

Trabalhar em hospitais sem condições é parecido com vender um produto e não ter condições de entregar. O paciente é admitido na internação hospitalar e depois cabe ao médico plantonista comunicar que falta material, não existem leitos suficientes, o plano de saúde não autoriza tal tipo de tratamento. Por vezes precisa decidir quem será transferido para a CTI, quem ficará aguardando vaga, quem vai ser operado. Mesmo assim o médico está ali, dia e noite, dando explicações, buscando soluções, atendendo, preenchendo guias...

Focados quase que exclusivamente nos pacientes, médicos não perceberam que a saúde foi globalizada e se transformou em um grande negócio, envolvendo bilhões de dólares e interesses múltiplos. Continuaram preocupados em curar, amparar, aliviar e salvar vidas. Claro que também se preocuparam com seus honorários, mas ficaram na contramão da história. Apesar da mola propulsora da saúde ser o médico, sua posição hierárquica no “negócio saúde” foi caindo gradualmente até o ponto em que hoje, a gestão da saúde está praticamente na mão de administradores que decidem onde, como, quando e quanto ficara para o povo.

Numa época em que a classe médica sofre cobranças de governo, administradores e pacientes, sempre é bom lembrar que na visão dos médicos, pacientes não são encarados como consumidores comuns do mundo empresarial. A expectativa de cura não pode ser e nem é tratada como um negócio. A vida, a saúde, a compaixão tem a prioridade. Será que os médicos estão mesmo na contramão? A multa está sendo paga por eles, mas por enquanto, o dinheiro ainda não apareceu na saúde.



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29/01/2011

Como encontrar o verdadeiro amor


Era uma vez uma jovem empresária que queria alcançar o sucesso. Trabalhava duro, não tinha tempo para perder. Participava de cursos, fazia parte de diretorias, precisava ler muitos livros, prestar atenção nos concorrentes, olhar os lançamentos. Um belo dia se deu conta de que na ânsia de atingir o sucesso, deixou para trás o amor. Aquele amor que assistia nos filmes e novelas, em que casais depois de vários impedimentos conseguem ficar juntos e felizes para sempre. Aquele amor que faz escutar musica melosa, esperar uma mensagem pelo celular, percorrer vários quilômetros, ficar madrugadas acordada...

Já havia passado por vários relacionamentos, até mesmo dois casamentos e nunca sentira nada que chegasse perto do que imaginava ser um amor com "A" maíusculo. Uma frase lida em um almanaque havia marcado sua memória. “O amor verdadeiro é como um fantasma. Todos falam dele, mas poucos o viram de verdade”. Sequer registrou quem era o autor, mas a partir daquele dia, assumira como um desafio encontrar este fantasma e encará-lo.. Perguntava-se se o medo de encarar o amor era o que fazia muitos boicotarem a experiência do mergulho no desconhecido sentimento. Assustaria tanto quanto um fantasma? Incrédula, questionava-se enquanto buscava coragem para partir em busca do verdadeiro amor.

Já havia compreendido que filmes eram ficção ou apenas fragmentos da vida real, nem sempre mostrando todas as facetas do amor. Percebeu também que quando se aproximava e colocava lentes de aumento sobre casais que aparentavam se amar, começava a ver pequenas e até mesmo grandes distorções que a faziam duvidar se aquelas atitudes eram compatíveis com o amor. Antes que desacreditasse no sentimento que pretendia conhecer, procurou um psicólogo. Intuiu que a visão masculina do amor poderia lhe ser útil.

O terapeuta lhe explicou que por se tratar de uma mulher bela e sedutora, não tinha dificuldades em fazer homens se apaixonarem e declararem seu amor, porém depois da conquista, a moça não sabia mais como agir e por alguma razão, ainda desconhecida, terminava por se frustrar e boicotar a relação. Talvez o problema estivesse nela, pois as pessoas não se apaixonam quando encontram a pessoa ideal, mas sim quando decidem se entregar. E por já conhecer as características da paciente, terminou com uma provocação: “Você foi amada muitas vezes, mas só isto não justifica o amor. A graça e o prazer estão em amar. Amar é muito melhor do que ser amada”. Foi o suficiente para insuflar seu ego e colocar como projeto de vida ser uma pessoa mais evoluída, sem medo do amor e com capacidade de amar.

Partiu para a teoria e começou a ler tudo que os filósofos escreveram sobre o amor. Quais eram os medos? Perder a identidade, a liberdade? Medo que o amor termine? Medo de ser rejeitada, abandonada, traída, enganada? Medo de perder o amor e despertar do sonho bom? Seria um medo legítimo ou uma angústia irracional? Amar é desejar o melhor para a pessoa amada, mesmo que ela seja feliz longe de nós? Amar é dar ou receber? Amamos uma pessoa ou o sentimento que ela nos evoca? Podemos amar várias vezes ao longo da vida? A paixão é algo mais intenso que o amor?

Quanto mais lia, mais se confundia, pois depois de tanta pesquisa, descobriu que a maioria dos filósofos e mestres espirituais que transcenderam dedicou pouco, ou nenhum tempo à prática do amor. Compreensível, pois havia questões existenciais mais importantes a serem discutidas e não seria possível lançar a luz da racionalidade sobre o existencialismo se estivessem preocupados em amar e entender o amor. Daí o resultado de um acervo literário filosófico sem consenso sobre o amor, quase tudo fora escrito timidamente, baseado mais na teoria que na prática.

Partiu então para a leitura dos poetas. Estes eram boêmios, amantes, sofredores, conquistadores e tinham grandes probabilidades de terem de fato experimentado o amor. Descobriu que o amor é uma experiência perigosa e atraente, às vezes dolorosa, mas sensorialmente encantadora. Ficou confusa mais uma vez ao saber que poetas ao tentar exprimir sentimentos em palavras, muitas vezes terminam por maximizar ou distorcê-los. Pode o amor ser imortal, posto que é chama, e ao mesmo tempo infinito enquanto dure? Não entendeu mais nada, nem mesmo se já havia amado alguma vez na vida.

Diante da dúvida, procurou um psiquiatra. Desta vez apelou para o lado mulher e escolheu uma terapeuta, que a tranquilizou com o fato de que já ter sido mãe a colocava no grupo das que sabiam amar. Ponderou que aquele sentimento da mulher grávida, a sensação de serem duas pessoas em uma só, a preocupação com o bem estar do outro, a doação, o cuidado, isto era o amor e quando ela sentisse algo parecido por outra pessoa, as chances de estar amando seriam grandes.

Outro sinal sugestivo seria o desejo de envelhecer ao lado desta pessoa. Deveria apenas ter cuidado porque duas pessoas não podem se tornar uma só e o perigo está justamente em se estabelecer uma luta pelo poder, onde a individualidade e a fusão do casal vão precisar de muito amor para encontrar um meio termo.

Não satisfeita com as explicações quis saber ainda por que motivo amava seu filho. Seria por carregar sua carga genética? Por ser parecido com ela? Por ampará-lo desde o nascimento? Por representar sua perpetuação? Por sentir-se útil e importante para o filho? Nada disso, respondeu-lhe a terapeuta, ou melhor, tudo isto. O amor simplesmente acontece, não tem explicação nem motivos. Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis. Mais ainda, a melhor definição de amor, não vale um beijo da pessoa enamorada.

Mais tranquila, sabendo agora como reconhecer o amor, foi relaxar num retiro de neurolinguística. Acontece que o tema desenvolvido era a escolha do parceiro ideal. Justo o que ela estava precisando: primeiro encontrar o príncipe encantado para depois se jogar sem freios ao amor verdadeiro. Sugeriram que escolhesse cinco ou dez características de um parceiro que impossibilitariam um relacionamento: agressivo, mentiroso, desempregado, obeso, fumante, falta de higiene, baixo nível intelectual, exibicionista, mulherengo, vulgar... Descartadas essas hipóteses, o resto seria administrável. Saiu de lá decepcionada, pois sua opção era pelo amor e não pela lista

Conversou com uma amiga de Natal que lhe disse ter tido um só amor na vida, e que não era o seu marido atual. Outra amiga de Belém lhe confessou estar amando três homens ao mesmo tempo. Escutou Caetano Veloso cantar “qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar...”

Onde mais ela poderia buscar ajuda? Sites de relacionamento, igreja, academia de ginástica, clubes, parques, cafés, shopping, danceterias... Lembrou então de uma outra frase que havia lhe encantado. Desta vez sabia até quem era o autor, Mario Quintana. “O segredo é não correr atrás das borboletas. é cuidar do jardim para que elas venham até você”. Havia caído na roda viva de perseguir e encontrar o amor verdadeiro. Estava cansada, desanimada, frustrada. Decidiu pular fora e cuidar de si.

Quando o amor chegasse, ela sentiria e se entregaria. Tornou-se mais realista. Aceitou o risco de desfrutar da montanha russa chamada “Prazer e Segurança”. Desistiu de andar no carrossel da individualidade. Começou a praticar pequenas renúncias e desapegos materiais. Entendeu finalmente que o amor é feito na medida de quem ama, construído a partir das vivências íntimas de duas personalidades distintas e por isto nunca dois amores serão iguais. Não existia um manual ou receita pronta para amar. Seu amor teria que ser único, exclusivo, customizado.

Preparou seu corpo e sua alma para se encaixar no amor quando o encontrasse. Devagar, com sintonia, sem precisar se violentar e sem ferir ninguém. Aprendeu que o amor é a magia de dois seres se unindo, parecendo um só. Alguns acham que isso é um fantasma, outros pensam que é uma borboleta.










14/01/2011

O que os outros fazem com a nossa saúde

A política de saúde pública brasileira ainda não completou cem anos. Antes dos anos 30, quem prestava assistência aos pobres e indigentes eram instituições de caridade e filantrópicas, as famosas “Santas Casas”, ficando sob responsabilidade governamental as eventuais campanhas sanitárias e os asilos para doentes mentais, tuberculosos e leprosos.

A partir de 1930 foi implantada a Previdência Social através de seis institutos que ficaram responsáveis pela assistência médica, aposentadoria e pensões para a maioria das categorias de trabalhadores públicos e privados, bem como para seus familiares. Mais tarde, em 1966, foram unificados sob o nome de Instituto Nacional de Previdência Social – INPS, trocando o nome para Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS em 1990.

Durante as primeiras décadas, o sistema público de saúde funcionou razoavelmente bem, porém a partir dos anos 60 não conseguiu mais atender a demanda. Uma crise social ampla e profunda levou a saúde pública a entrar em decadência. Baixos salários, péssimas condições de trabalho, interferências políticas de toda a ordem, falta de plano de carreira. Desconfio também que foi neste periodo que os primeiros segurados começaram a se aposentar e retirar regularmente o benefício da aposentadoria.

A deficiência do governo fez com que empreendedores vislumbrassem uma oportunidade. Começaram a surgiram hospitais privados visando atender a população agora descoberta pelo estado. Medicinas de grupo, operadoras de planos de saúde e seguradoras também vislumbraram esta oportunidade e passaram a vender assistência médico-hospitalar.
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Rapidamente os trabalhadores aderiram à proposta, acreditando que, ao investir uma parte de seus rendimentos no sistema de saúde privado, estariam devidamente protegidos. A transferência de uma parte da saúde pública para privada desonerava o governo que tratou de estimular a troca através de benefícios pecuniários. Em 1998, o IBGE demonstrou que na região metropolitana de São Paulo, quase 45% da população tinha a cobertura de um plano de saúde particular. O Brasil tornou-se o segundo maior mercado de medicina privada do mundo.

Vivíamos uma hiperinflação, os usuários quitavam suas mensalidades, as operadoras de saúde aplicavam o dinheiro e repassavam o pagamento aos hospitais sessenta dias após a apresentação da fatura. O lucro com aplicações no mercado financeiro era maior do que o próprio negócio. Em 1985 os bancos também resolveram entrar nesse mercado e lançaram seus planos de saúde.

Em 1994 surge o Plano Real, controla a inflação e termina com este trem da alegria. Os planos de saúde sofrem o golpe e reagem, limitando coberturas contratuais previamente oferecidas, glosando contas médico-hospitalares, aumentando valores das mensalidades. Como o setor não era regulamentado, prestadores de serviço e consumidores foram obrigados à recorrer à justiça para garantir seus direitos.

A desordem era tão grande que se fez necessária a criação de um órgão para regular este tipo de atividade. Nasce então, no ano de 2000, a Agência Nacional de Saúde Suplementar- ANS, uma autarquia com a missão de promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde. Mas a solução ainda estava longe, nem sequer havia luz no fim do túnel.

Compradores de serviço alegam que não suportam os altos custos das contas hospitalares. Médicos reclamam da baixa remuneração. Hospitais argumentam que precisam investir em tecnologia de ponta. Tecnologia custa caro. Operadoras lançam planos econômicos com coberturas reduzidas. Serviços-diagnósticos funcionam 24 horas por dia para compensar o investimento em equipamentos. Faltam leitos hospitalares na rede pública e privada. Cirurgias são realizadas nas madrugadas devido à superlotação dos centros cirúrgicos. Procedimentos são suspensos em cima da hora por falta de autorização do plano de saúde. Médicos, procurando melhor remuneração se organizam em cooperativas. Governo acusa cooperativas de formação de cartel. Cria-se a CPMF para obter recursos para a saúde, o dinheiro é desviado. Gestão da saúde pública passa a ser municipalizada. Ambulâncias transportam pacientes de uma cidade para outra. Pacientes continuam morrendo na fila de atendimento.

Pensei em finalizar este primeiro artigo do ano com a pergunta: “E agora Presidenta Dilma, o que o novo governo vai fazer?”, mas achei que seria uma grande injustiça fazer esta cobrança, afinal de contas é uma história de quase cem anos de tentativas, acertos, fracassos, promessas, esquecimentos e a saúde do povo brasileiro ainda está doente. A responsabilidade não é e nem deveria estar apenas nas mãos do governo, seria uma temeridade.

Enquanto governo, seguradoras, hospitais, prestadores de serviço e usuários ficarem preocupados exclusivamente com seus problemas, permaneceremos neste ciclo vicioso onde alguns (poucos) percebem oportunidades e faturam enquanto outros (maioria) adoecem e padecem. Fica uma sugestão para 2011: talvez a solução do problema da saúde esteja na educação, começando pelo povo e terminando no governo, ou vice-versa.

Saúde!

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